quarta-feira, 27 de junho de 2007

As interpretações da Máscara



Atualmente e no passado as pessoas e/ou grupos buscam exprimir sua revolta, ou opinião contra a sociedade e suas normas utilizando roupas características e marcantes, que contrastam com a vestimenta padrão do período ou país.






No decorrer dos anos vários grupos se destacaram por utilizarem essa atitude de protesto, como os incroyables em 1793 ou 94, os românticos em 1830, os zazous em 1940, os hippies em 1960, os punks em 1980, e demais grupos que até hoje estão desfilando em meio a sociedade.
O livro A Moral da Máscara, escrito por Patrice Bollon, trata exatamente desse assunto, analisando a vestimenta desses grupos como uma máscara utilizada para o protesto político ou social.



Esses movimentos eram vitoriosos quando demonstravam estilo e ameaça para os demais, mas o que acontece é que com o passar do tempo as pessoas deixam de encarar essa atitude como protesto e passam a vê-la apenas como moda, o que acaba desvalorizando a tentativa, pois essa perde seu caráter principal de chocar e por em evidência insatisfações reais. Quando a vestimenta passa para o olhar da moda, ela então, deixa de ser um fenômeno e perde o seu poder de influenciar e agitar os membros de uma sociedade, passa apenas a ser um modo de aceitação e qualificação estética. Essa é a forma como a sociedade se defende e reduz os motivos desses indivíduos a modismos, o que, segundo Bollon, eles não são.
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Texto Base: A Moral da Máscara, Patrice Bollon.

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